Data de Publicação: 10 de julho de 2026 17:10:00 Polícia Federal vai apurar se informações da Operação Reduto foram divulgadas antes do cumprimento dos mandados. Ação também prendeu dois investigados e bloqueou até R$ 9 milhões em bens.
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A Polícia Federal vai investigar um possível vazamento de informações da Operação Reduto, que apura um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e "rachadinha" em Rondônia, um dia antes do cumprimento dos mandados. A informação foi confirmada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) nesta sexta-feira (10).
A Operação Reduto foi realizada na quarta-feira (9) e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão: nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM).
Em Ariquemes, os alvos foram servidores da prefeitura. Já em Porto Velho, a ação teve como alvo a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), onde policiais federais apreenderam documentos, mídias e outros materiais que serão analisados durante as investigações.
Entre os alvos da operação está o presidente da Alero, deputado estadual Alex Redano (Republicanos). Os policiais fizeram buscas no gabinete e na Secretaria-Geral da Presidência da Casa, além de um apartamento do parlamentar, em Porto Velho, e de uma casa dele, em Ariquemes. Os nomes dos outros investigados não foram divulgados pela PF.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.
Com o avanço das apurações, a PF identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.
De acordo com a investigação, o grupo atuava em duas frentes. A primeira era responsável por fraudar licitações e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes.
A segunda frente investigada envolvia o desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, em uma prática classificada pela Polícia Federal como "rachadinha", quando um assessor devolve parte do salário ou valor completo ao agente político.
Além das prisões e dos afastamentos, a Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite total de R$ 9 milhões. Durante a operação, também foi apreendido dinheiro em espécie em Manaus.
Segundo a PF, as medidas cumpridas nesta fase da operação têm o objetivo de reunir novos elementos e aprofundar as investigações.
O que dizem os envolvidos
Em nota, a Prefeitura de Ariquemes informou que está colaborando com as autoridades e entregando os documentos e informações solicitados durante a investigação. A administração afirmou que, até o momento, não há nenhuma conclusão de irregularidade envolvendo a prefeitura e que os serviços públicos seguem funcionando normalmente.
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A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) informou que acompanha a operação e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A Casa afirmou que segue os princípios de transparência e legalidade, e que os processos de contratação possuem mecanismos de controle e fiscalização.
O portal entrou em contato com o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado estadual Alex Redano (Republicanos), mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A empresa citada pela Polícia Federal também foi procurada, mas não foi localizada para comentar o caso.
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